Quarta-feira, 30 de Julho de 2008

"The show, so far..."

Ora bem, depois de muitos dias de pausa, eis-me de volta. Motivos para ausência? Pois... não, não foram férias. Isso queria eu.
Antes de mais, foram exames. Depois, trabalho. E depois, mais exames.
Hmm? Sim, trabalho. Parece estranho, não parece? Mas assim foi.
Convidaram-me, há dias, para ir servir às mesas, durante quatro dias - de 17 a 20 de Julho -, durante a Feira de Actividades culturais e Económicas do Concelho de Odemira (FACECO), num dos restaurantes que lá havia para se almoçar ou jantar. E, depois de algum tempo, resolvi aceitar. Por dois motivos: em primeiro lugar, porque resolvi arriscar e meter-me em algo que nunca tinha feito antes e, sinceramente, nem sabia se teria algum jeito (ou seja, joguei-me à maluca); em segundo lugar, porque a pessoa em questão já me ajudou muitas vezes na vida. E eu não sou ingrato. E, assim, vi-me envolvido numa equipa que envolvia as cozinheiras, os encarregados do grelhador (porque uma boa parte da ementa era composta por grelhados), os balconistas (a minha designação para a malta que andava atrás do balcão) e os serventes de mesa, nos quais eu me inseria. Destes últimos, éramos uns dez... e eu era o mais velho deles. E por uma boa margem. Acho que a minha primeira reacção ao ver quem me acompanhava foi jogar as mãos à cabeça... ou pelo menos proferir meia-dúzia de obscenidades entredentes.
Bom, não me vou alongar muito em detalhes sobre as incidências dos quatros dias, porque é bastante enfadonho, mas aqui fica, mais ou menos, como era o meu dia: acordarem-me por volta das 9h1; vir a pé até ao recinto da festa; varrer as três zonas do restaurante com umas valentes dores nas pernas (andar em pé o dia inteiro... hmm), enquanto o resto da malta chegava e tratava das suas ocupações2; meter mesas; descansar um bocado, até aparecerem os primeiros clientes; atender clientes para o almoço, levantar mesas, meter mesas, levar travessas, bebidas e o mais - o constituínte de servir à mesa, para falar verdade3; almoçar, por volta das 15h; dar mais uma varridela ao chão; descansar, ou dar uma volta pelo recinto da festa; servir jantares; jantar, por volta das 23h-0h; mais ou menos deixar as coisas arrumadas para o dia seguinte; vir a pé desde o recinto até à pensão; tomar banho; dormir.
Bom, dum modo geral, a experiência foi bastante positiva, e surpreendi-me bastante. Acho que tudo me surpreendeu. Tirando o último dia, em que já havia muita coisa a faltar, e em que as coisas já não correram tão bem - ainda stressei uma vez por causa de dois frangos -, a minha avaliação global dos quatro dias foi positiva. E... dei por mim a pensar que, se calhar, se os quatro dias fossem uma semana, ou mais, não me teria importado mormente.
Assim sendo... que venha a edição de 2009, e que me voltem a chamar!

 

 


1- Isto, dito assim, dá quase ares de patrão, mas tem uma explicação: eu, mais dois dos assadores, ficámos a dormir numa pensão em São Teotónio (eles num quarto, eu noutro), e, como eles eram mais ligeiros que eu a acordar - e porque eu sou mais ferrado no sono -, acabei por acordar os quatro dias, às 9h e tal, a baterem-me à porta e a perguntar se ia com eles ou ia lá ter. Naturalmente, fomos sempre os três juntos.
2- Como expliquei no ponto anterior, eu dormia em São Teotónio. Os outros não. E ainda é longito, de Amoreiras-Gare a São Teotónio.
3- Só no sábado e domingo é que serviços almoços (tirando uma meia-dúzia de senhoras da limpeza). Verdade seja dita, na quinta e na sexta as portas para o público em geral abriam à tarde, por isso, não valia a pena entrarmos em funcionamento tão cedo.


Engendrado por Nettwerk van Helsing às 15:42
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