Quarta-feira, 2 de Abril de 2008

(mais uma) Intifada

Cheira-me a mim que vou ter de começar uma guerra contra estes telemóveis:

E por um simples motivo.
...
Porque tocam música.
Sim, eu sei, hoje em dia todos eles o fazem (até o meu...!), mas estes são uma praga.
E porquê este modelo (e os semelhantes), mais especificamente?
Bom... lembram-se dos tempos em que a malta andava nas ruas com um rádio na mão, com a música em altos berros? E dos carros que passavam por nós, com o volume do carro no máximo?1
Pois... a malta que usa estes brinquedos, basicamente, faz o mesmo. Hoje consegui presenciar uma situação brilhante.
Autocarro que fazia o trajecto Morgada - Setúbal, perto das 12h30. Entrei no mesmo, fui para o meu lugarito preferido (por cima das rodas traseiras - vá-se lá saber porquê... mas também não interessa) e comecei a escutar, vindo de trás de mim, uma cacofonia de sons, à primeira vista sem sentido; porém, após uma análise mais aprofundada, vim a descobrir que era música, mesmo. Axé, possivelmente, ou outro estilo brasileiro (isto dado, possivelmente, ao dono do dito aparelho ser dessa proveniência - mas isto foi mais dedução que outra coisa).
Mais à frente, entrou uma miudita, que foi sensivelmente para a mesma zona do autocarro em que se passava esta narrativa (ou, como lhe chamava o saudoso jornalista e treinador de terras de Vera Cruz2 e poeta do futebol João Saldanha, a zona do agrião). Por estas alturas, o axé ia sendo substituído, por vezes, por um ou outro kuduro - cá me parece -, mas nada de muito sério. Eis senão quando a dita miúda retira do bolso o seu Nokia e... mete a música a tocar em alta voz, brindando-nos com uma kizomba. Sim... até parecia competição: dois telemóveis, dois Nokias 5200 ou 5300 (nunca os consegui distinguir) a tocarem duas músicas diferentes ao mesmo tempo.
Eu confesso, e tenho de fazer aqui um mea-culpa: estive quase para pegar no meu Nokiazito e a fazer o mesmo, e brindar toda a gente com um David Bowiezito, ou um Fatboy Slim, ou (claro...) um Pink Floyd, mas acabei pror não o fazer. Principalmente porque tinha ficado sem bateria cinco minutos antes, mas ficou a intenção. O que vale é que o despique acabou por durar apenas umas três ou quatro paragens, pois a dita miúda saiu do autocarro ao fim desse tempo. E lá fui eu a ouvir o Axé do outro até chegar ao meu sítio de descida, enquanto olhava uma última vez para ele e para o aparelho que tinha na mão, e... acho que, se os olhares matassem, haveria menos uma pessoa no mundo. Quer dizer... uma não, duas.3
Por isso... pronto, é a Intifada. Vou já buscar uma bomba, encontrar um desses espécimes e dinamitá-lo. E os que encontrar.
Ou algo parecido.




1- Esta situação arrastou-se até aos dias de hoje. Para grande mal dos meus pecados.
2- Acho que, num post meu, nunca tinha feito referência a tantas coisas relacionadas com o Brasil. Enfim... calhou.
3- Eu não sou mau rapaz. A sério. Não julguem à partida um gajo que não conhecem. Ou algo assim parecido.

Engendrado por Nettwerk van Helsing às 22:45
Ligações a esta porcaria | Atirar pedrada | Emoldurar disfunção
|
2 calhaus:
De daplanicie a 4 de Abril de 2008 às 13:24
Eu acho que essas pessoas julgavam que o concerto estava a ser do agrado de toda a gente porque qulquer pessoa fica maravilhada com uma cacofonia dessas. Parece-me que isso é um bocadinho de má vontade... LOL
Cumprimentos


De Joaninha a 5 de Abril de 2008 às 01:31
Em primeiro lugar: o telemóvel da foto é lindo e maravilhoso (não fosse ele igualzinho ao meu).

Segundo: a próxima vez que te vir no café farei questão de colocar algo como o "spider pig" a tocar bem pertinho de ti muahahahahah :X


Vá, mais um calhau que o bicho ainda mexe!

Descrição do paciente

Procurar disfunção

 

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